RSS

Empresas já podem se enquadrar no Pró-Inovação



As empresas gaúchas que querem inovar e estão em busca de incentivos já podem buscar o enquadramento na versão 2012 do programa Pró-Inovação, da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT). O Decreto n° 48.417/2011, com a reedição do programa, foi assinado pelo governador Tarso Genro e traz novidades.

Uma das principais delas é a possibilidade de as empresas pleitearem a adesão ao Pró Inovação de forma concomitante a outro programa de incentivo fiscal, como o Fundopem. Além disso, quem fizer investimento em pesquisa dentro dos parques tecnológicos terá um bônus na pontuação final. O Pró-Inovação permite a isenção de até 75% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as empresas que, comprovadamente, investem em inovação. A definição do percentual depende da pontuação obtida a partir de uma tabela de requisitos preparada pelo governo estadual
O beneficio é valido por três anos e a avaliação das ações feitas será anual, com verificação do investimento em inovação e solicitação de documentação para conferência. “Sentimos que faltava uma discussão mais profunda de algumas questões e um alinhamento com legislações federais. Fizemos mudanças para beneficiar empresas que efetivamente investem em inovação’’comenta o diretor- técnico da SCTI, Luciano Andreatta. Esse trabalho de análise foi realizado ao longo de 2011, reunindo representantes das três secretárias que gerenciam o programa (SCTI, Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento) e também consultores da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “Esse é um programa de musculatura, que exige uma política fiscal do Estado para área de inovação e que por isso precisa ser muito bem pensado”, acrescenta.
O Pró-Inovação surgiu como decorrência da Lei Estadual de Inovação 13.196/2099, que introduziu no Estado uma política pública às empresas mediante concessão de incentivos fiscal. Uma das suas metas é valorizar empresas que tiveram investimentos anteriores em inovação. Da mesma forma, o governo quer se certificar de que os doutores contratados, um dos requisitos do Pró- Inovação, estejam trabalhando diretamente nas áreas de Pesquisa e Desenvolvimento (P& D). Andreatta explica que a nova versão do decreto foi publicada em janeiro e já esta valendo. No caso das empresas contempladas no modelo anterior, com a Keko e a Marcopolo, deverá ser incluído no contrato um termo de ajuste, mas que não deve causar mudanças significativas para as companhias contempladas. “Para quem investe efetivamente em inovação, o programa mudou para melhor”, aponta.
Com sede em Flores da Cunha e previsão de faturar R$ 120 milhões em 2012, a Keko foi uma das selecionadas para o Pró Inovação. A empresa se candidatou ao programa com o objetivo de ganhar fôlego e aumentar z sua competitividade, ganhando mercado a partir dos investimentos em inovação. ”Vimos no Pró-Inovação uma alternativa para esses investimentos não ficarem tão pesados. Esse incentivo é injeção de recursos que vamos usar para financiar projetos junto a grandes montadoras”, diz o diretor administrativo financeiro da Keko, Vonei Ebertz.
A empresa começou a usufruir dos benefícios de isenção do percentual do ICMS em dezembro de 2011. A expectativa é deixar de pagar ao final de três anos cerca de R$ 3 milhões, o que significaria uma recuperação nessa mesma ordem do investimento de produtos. A idéia é usar os benefícios gerados com o Pró- Inovação para a realização de projetos junto às montadores, acompanhando assim os lançamentos de veículos sim os lançamentos de veículos através dos acessórios de personalização que oferece. ”Estamos ampliando equipe de engenharia e assumindo novos projetos. Precisamos de mais capacidade de pesquisa, estudo e desenvolvimento de projetos. Hoje são 30 pessoas e devemos aumentar 10% até final do ano” diz Ebertz. 
0 comentários

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Postar um comentário